terça-feira, 12 de julho de 2011

Reunião de São Paulo dá mais um passo para o 1° SENUP!



Nos dias 23 e 24 de junho na cidade de São Paulo realizamos a terceira e última reunião de organização do 1° Seminário de Universidade Popular, que será realizado na cidade de Porto Alegre entre os dias 02 e 04 de setembro de 2011. Nesse momento, em uma reunião que contou com mais de 40 pessoas, conseguimos fechar a grade de atividades, que contará com debates sobre a situação da universidade, a concepção e projeto, além das experiências na América Latina e Brasil. Contaremos também com grupos de discussão, oficinas e painéis de grupos, além de uma plenária final que celebre a continuidade desse debate e tarefas práticas dessa articulação.
Também demos os últimos passos organizativos e estruturais para o Encontro, entre eles a infra que teremos em POA, e a idéia do caderno de contribuições. 

Inscrições serão abertas serão abertas a partir do dia 20 de julho

Para garantirmos alojamentos e alimentação para todos, além das outras questões estruturais, esse evento terá uma inscrição para os participantes de 30 reais. Nos próximos dias disponibilizaremos no site http://senup2011.blogspot.com/ o formulário de inscrição e a conta para depósito.
Contribuições até o dia 05/08. Participe!
Está aberto desde já a possibilidade de mandar contribuições nos eixos estabelecidos na cartilha do SENUP:
1)    Eixo Geral: Universidade Popular (princípios, concepção, histórico, terminologia, etc)
2)    Eixos Específicos:
a.    Ciência e Tecnologia
b.    Formação
c.    Autonomia e democracia
d.    Universidade e Sociedade


Poderão ser recebidas até 05/08 e serão divulgados em 10/08. O limite dos textos é até de 10 laudas para a versão impressa (que buscaremos disponibilizar a todos no SENUP), podendo fazer uma versão maior para a versão em PDF a ser disponibilizada no site. (Enviar contribuições para senup2011@gmail.com com o assunto "Contribuições + EIXO")

segunda-feira, 20 de junho de 2011

3ª Reunião de organização do SENUP 2011

Companheiros e companheiras,

No próximo feriado, estaremos realizando a 3° reunião de organização do 1° Seminário Nacional de Universidade Popular. Queremos reforçar o convite para a participação e construção deste seminário. Reiteramos que, em nossa visão, a construção programática rumo a um amplo movimento que lute pela universidade popular (uma universidade alternativa à universidade voltada às necessidades do capital) caminha lado a lado com a reorganização do movimento a partir da base.
As informações da reunião são as seguintes:

LOCAL: CEPATEC (Rua Rubens Meireles, 136, Barra Funda São Paulo). Este local fica a 15 minutos do Memorial da América Latina, onde estará ocorrendo a Convenção Nacional de Solidariedade à Cuba.

HORÁRIO E PAUTA:
Quinta-feira, dia 23
Das 13:30 às 20h



- Organizar os trabalhos;
- Relato detalhado das movimentações do Comitê POA e definição de suas atribuições em relação à organização nacional;
- Grade de programação (fechar nome das mesas, debatedores, coordenadores)

Sexta-feira, dia 24
Das 13:30 às 18h



- Finanças e captação de recursos;
- Estrutura;
- Divulgação.

Obs: dependendo da presença de organizações e entidades novas na reunião, incluiremos inicialmente um ponto de apresentação da proposta do seminário e seus objetivos principais ligados a uma avaliação do atual momento vivido pela universidade brasileira.

Clique aqui para ter acesso a 1ª versão da Cartilha Preparatória ao SENUP 2011, construída coletivamente entre os organizadores do seminário.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Rumo ao 1º Seminário Nacional sobre Universidade Popular!

O debate sobre Universidade Popular ainda é pouco trabalhado pelo movimento universitário, que vem sendo absorvido por disputas pequenas e que nem sempre acumulam para um horizonte de transformação. Para que possamos construir um projeto estratégico para a transformação da universidade, estamos convocando organizações, coletivos, partidos e indivíduos a se somarem na preparação e realização do I Seminário Nacional sobre Universidade Popular, no segundo semestre de 2011. Essa será uma grande oportunidade para potencializarmos e qualificarmos nossa atuação como força progressista na disputa por uma universidade transformadora, socialmente referenciada, democrática, pública e popular.
   Não é de hoje o avanço da privatização do ensino superior brasileiro. A contar da origem das primeiras universidades no país, passando pelos acordos MEC-USAID da ditadura civil-militar e o período pós constituição de 88, temos um direcionamento lento e gradual das instituições educacionais às necessidades de acumulação do capital, com uma aceleração na década de 90 e em especial no século XXI.
   Esse direcionamento se manifesta: na reestruturação político-pedagógica da maioria dos currículos dos cursos de graduação, subordinando as iniciativas da universidade às necessidades do mercado, em detrimento das demandas da população; na entrega da estrutura física e de recursos humanos públicos para a produção de ciência e tecnologia de acordo com as necessidades da iniciativa privada, o que compromete a autonomia didático-científica das universidades; uso do dinheiro público para salvar empreendimentos universitário privados; na diminuição dos recursos públicos relativos a quantidade de vagas abertas nas universidades públicas, que aumenta a precarização e intensificação do trabalho, diminui a qualidade de ensino, inviabiliza a manutenção do tripé ensino-pesquisa-extensão voltado aos interesses populares e incentiva as instituições a buscar outras fontes de financiamento paralelas ao Estado; nos parcos mecanismos democráticos que permitam à comunidade universitária interferir nos rumos tomados pelas instituições; etc.
   A formalização deste conjunto de medidas tem aparecido em decretos, medidas provisórias, leis, todos aprovados paulatinamente, de modo a ofuscar o projeto estruturante do capital, que é a espinha dorsal de transformação de um direito em um mero serviço, a ser comprado e vendido. Exemplos desses projetos são o decreto das Fundações, o SINAES, a Lei de Inovação Tecnológica, a Universidade Aberta do Brasil, o PROUNI, o REUNI, e mais recentemente o chamado “Pacote da Autonomia”, composto por três decretos e uma medida provisória.
   Por isso, as entidades, movimentos e organizações políticas que assinam essa carta têm a compreensão de que a disputa da universidade hoje, passa pela elaboração de uma estratégia. É nítido que, do ponto de vista do capital, existe uma estratégia bem definida – com táticas pensadas em curto, médio e longo prazo, sendo implementadas de acordo com o espaço de acomodação entre os conflitos das forças políticas divergentes – que vai desde a formação ideológica até a técnica necessária para a sua reprodução ampliada. Nós, que nos identificamos com os interesses dos explorados e oprimidos, identificamos debilidades na ausência de formulação estratégica por parte de nosso campo de forças. Consideramos fundamental a construção de um seminário que aponte os princípios gerais de uma Universidade Popular, bem como as possibilidades de disputa real dentro dos diversos campos específicos que são abertos por entre as contradições da ordem universitária existente. Em outras palavras, para soerguer um movimento combativo, de massas, de caráter nacional, necessitamos a elaboração de um programa mínimo e de elementos de programa máximo, que nos permita disputar a hegemonia da universidade brasileira.
   Assim nos dias 4 e 5 de Dezembro de 2010, estivemos reunidos em Florianópolis, para iniciar um debate a cerca do seminário e possíveis encaminhamentos. Além de uma análise sobre a universidade hoje – resumida nos três primeiros parágrafos do texto – discutimos os objetivos do seminário em si, que são eles:
1)    Seminário de massas;
2)    Articular politicamente as entidades, movimentos e organizações políticas que vem debatendo universidade popular;
3)    Articular professores, técnico-administrativos, estudantes, movimentos sociais e trabalhadores organizados na luta pela universidade popular;
4)    Socializar experiências que contribuam para a luta por uma Universidade Popular;
5)    Sistematizar referenciais teóricos para a elaboração de um programa de Universidade Popular e seus meios de implementação.
   Para que o seminário seja o mais produtivo possível no sentido da elaboração política e teórica, sugerimos 5 eixos para serem trabalhados em contribuições escritas:
1)    Eixo Geral: Universidade Popular (princípios, concepção, histórico, terminologia, etc)
2)    Eixos Específicos:
a.    Ciência e Tecnologia
b.    Formação
c.    Autonomia e democracia
d.    Universidade e Sociedade
   Esse é apenas um primeiro passo, mas que consideramos imprescindível. É fundamental que o máximo de entidades representativas do corpo docente, discente e de técnico-administrativos, bem como movimentos sociais e organizações políticas que se identificam com esse debate, ou que estejam interessados em conhecê-lo, se somem nessa construção. Temos o indicativo de realização da próxima reunião de construção do seminário nos dias 19 e 20 de Março de 2011 em Porto Alegre. Por isso, fazemos esse convite de adesão à construção e participação no seminário. Vamos rumo a um novo projeto de universidade para o país!


Assinam:
FEAB - Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil
ENESSO – Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social
GTUP – Grupo de Trabalho Universidade Popular
MUP – Movimento por uma Universidade Popular
Levante Popular da Juventude
Juventude LibRe – Liberdade e Revolução
JCA – Juventude Comunista Avançando
UJC – União da Juventude Comunista
CCLCP – Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes
MAS - Movimento Avançando Sindical 
Núcleo de Direito à Cidade - USP